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Professores vitima de golpe pede para republicar matéria veiculado no Correio de Noticia

19/07/2010 Autor: Correiodenoticia Fonte: Correiodenoticia

­­­­Dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sintero) se irritaram com a última edição do jornal Correio de Notícias, onde foi explicado o tremendo golpe que diretores da entidade deram em mais de 3 mil professores que após 13 anos de batalha judicial venceram a chamada ação da isonomia. Em uma escola, um sindicalista chegou a rasgar o exemplar que era lido por docentes.

Os diretores do Sintero jamais tentaram explicar porque colocaram o advogado Hélio Vieira para negociar com a Advocacia Geral da União (AGU) a redução de valores que haviam sido reconhecidos pela Justiça do Trabalho, em última instância, em uma ação não qual não cabia mais recursos. Afinal, não há justificativa aceitável para meter a mão no bolso de trabalhadores. Hélio cobrou 6% de honorários pelo “serviço”.

Durante a chamada CPI do Sintero, os sindicalistas apenas diziam que os deputados não tinham pode para investigar sindicatos. Também atacavam o advogado Luís Felipe Belmonte dos Santos, que havia vencido a ação. Mas jamais se dignaram a dizer o que realmente aconteceu.

Sindicalistas ligados ao Sintero, em vez de reconhecer a verdade, costumam usar dinheiro do sindicato para comprar setores da imprensa. Quem ousa dizer o que se passa no sindicato é duramente atacado pela assessoria da entidade. O material é divulgado pelos órgãos de comunicação que recebem valores mensais através de publicidade.

A tática usada pelos diretores é antiga. Quando não há como explicar uma situação, partem para ofensas. Seria interessante se a caixa preta do sindicato fosse aberta, para que a sociedade pudesse conhecer o que acontece nos bastidores do sindicato que mais arrecada em Rondônia.

Hélio Vieira tratou de se “blindar” após receber o dinheiro. Era evidente que os professores que não concordavam com a redução de valores iriam reclamar, e muito. Assim, tratou de se eleger presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seccionar de Rondônia. O Hélio Vieira que entendeu que os professores da ação da isonomia deveriam receber menos do que foi assegurado pela Justiça do Trabalho e que cobrou para negociar com a AGU é o mesmo que hoje fala em moralidade e em ficha limpa nas eleições deste ano.

A tática parece ter dado certo, porque agora está sendo imitada. O Sintero está dando um jeito de também se blindar, tentando eleger deputada estadual a presidente licenciada, Claudir Mata. Afinal, os dirigentes sindicais haviam dito que, após Hélio Vieira ter “negociado” com a AGU, ninguém teria direito a mais nada. Quando os professores que não assinaram as atas concordando em instituir Hélio Vieira advogado da causa começarem a receber o que já foi reconhecido pela Justiça, ficará ruim para o sindicato.

Como a tendências é que as coisas não fiquem boas, o melhor caminho é tratar de eleger uma deputada. Assim, ela poderá fazer bastante barulho na Assembléia Legislativa. Possivelmente a tática usada será a de novamente não tentar explicar coisa alguma, e sim agredir quem começar a dizer no que se transformou o Sintero.

Quando começarem a dizer que os mesmos baderneiros que gritam palavras de ordem em manifestações contra o governo do Estado meteram a mão no bolso de trabalhadores honestos, será bom ter alguém na Assembléia, gritando alto também.

A baderna, no caso, é feita somente quando a negociação é contra o governo. Quando é com a prefeitura da capital, os dirigentes do Sintero são mais civilizados. Coincidentemente, tanto o prefeito Roberto Sobrinho quanto Claudir Mata são do PT.

Veja qual foi a matéria que irritou os dirigentes do Sintero:

Sindicato golpista lança candidata

Após protagonizar um dos maiores golpes da história de Rondônia em cima de servidores, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sintero) decidiu lançar a candidatura de Claudir Mata, presidente licenciada da entidade. Há algum tempo, dirigentes sindicais meteram descaradamente a mão no bolso de milhares de professores que venceram a chamada ação da isonomia. Depois, ainda atrapalharam as vítimas com medidas judiciais.

Cerca de 3.600 professores, representados pelo advogado Luís Felipe Belmonte dos Santos tiveram assegurados na Justiça do Trabalho o direito e receber diferenças salariais. Eles eram servidores do antigo território federal de Rondônia, por isso buscavam a isonomia em relação salarial em relação aos servidores federais. A ação se estendeu por mais de uma década.

Quando a sentença estava para ser divulgada, cresceu o olho do Sintero. Os professores receberiam cerca de R$ 3,6 bilhões e Luis Felipe Belmonte teria direito a 20% deste valor. A direção do sindicato, então, tentou tirar Belmonte do caso e colocar o advogado Helio Vieira da Costa, atual presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), para cuidar da ação.

Como faltava somente a sentença, o Tribunal Superior do Trabalho definiu que o Sintero poderia trocar o advogado, mas teria que encontrar outra forma de pagar Hélio Vieira, porque os 20% do valor recebido pelos professores deveriam ser entregues e Luiz Felipe Belmonte, que durante 13 anos arcou com as custas processuais.

Os professores reclamaram e não concordaram com a atitude do Sintero. Argumentaram que não havia razão para dar dinheiro para mais um advogado, sendo que a causa já estava ganha. Os dirigentes sindicais, então, esperaram que a sentença fosse publicada para armar um golpe diferente.

Depois que a sentença saiu, os dirigentes do Sintero vieram com a conversa de que os professores haviam vencido, mas não receberiam nada. Com base nesse argumento totalmente furado, o sindicato colocou Helio Vieira para “negociar” com a Advocacia Geral da União (AGU).

Foram feitas assembléias na capital e no interior para ouvir os professores. Pouco mais de 500 compareceram. Mesmo sem ouvir a maioria, a direção do Sintero contratou o atual presidente da OAB para negociar em nome de todos. Helío Vieira foi em Brasília e fez uma excelente negociata. Concordou que os professores receberiam pouco mais de 10% do valor da dívida. Para isso, cobrou dos professores 6% do valor recebido.

É claro que a maior parte dos servidores que venceram a ação ficou “uma arara” com o Sintero e com Helio Vieira. Afinal, não autorizaram negociação alguma. Esses professores, então, contrataram novamente o advogado Luis Felipe Belmonte para pedir na Justiça o restante do dinheiro ao qual têm direito.

Como haviam enganado muitos professores com a conversa de que Helio Vieira precisa negociar – e receber –, os dirigentes do Sintero passaram a alegar que ninguém tinha direito a mais nada. Como se não bastasse, o sindicato ficou interpondo medidas judiciais para travar o processo. Afinal, se alguém recebesse, a máscara cairia.

Depois de uma batalha jurídica, o Sintero acabou sendo forçado a assinar um acordo com o advogado Luis Felipe Belmonte, se comprometendo a não mais interpor medidas judiciais que pudessem atrapalhar o andamento do processo. O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de Rondônia e Acre reconheceu que os professores que não assinaram as atas do sindicado têm direito a receber o restante do dinheiro. Quem confiou no Sintero e permitiu que Hélio Vieira negociassem não receberá mais nada.

Depois disso, Claudir da Mata enviou material à imprensa dizendo que, “se os professores têm direito a receber mais alguma coisa, vamos lutar por isso”. Em nenhum momento falou da farsa montada para contatar Hélio Vieira e meter a mão no bolso dos professores, nem das medidas judiciais, apresentadas para manter a mentira, que durante muito tempo impediram o processo de andar.

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